Em vários momentos de nossas vidas cometemos erros, e eles existem para nos ensinar. Errar é comum pra quem tenta, quem não tenta jamais conseguirá. Não tenha medo, erre, mas depois concerte, faça com que esse erro sirva de exemplo. Aprenda com os erros. - Larissa.
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Capítulo 3 - Quem Mente por Amor Tem Cem Anos de Perdão

E lá estava eu no centro daquela cidade suburbana usando salto alto. O melhor de ser amiga de Dan era que ele era sincero o tempo. Estávamos revirando a arara de uma loja de vestidos, digamos que, “não-casuais”, eu precisava encontrar algo para vestir na festa do grupo de dança.

Dan: Então, Mamá, você era da capital, por que se mudou para esse inferno de cidade?

Marina: Na verdade, eu nunca gostei da vida agitada nas metrópoles… Mas meus pais, bem, eles meio que amam esse estilo de vida “sob pressão”. Eles viviam me pressionando com isso de me preparar para entrar numa boa faculdade e sempre me comparavam com os meus irmãos, dois nerds desgraçados que estudam na USP. Minha avó sempre me convidou para vir morar com ela, eu decidi aceitar. Lilian pareceu uma escolha bem melhor do que meus pais. Eles decidiram vir junto, mas não mudou o fato de que eu moraria exclusivamente com a minha avó.

Ela era indiferente ao falar sobre seus pais. Pelo menos eu não era a única a não ter uma família perfeita.

Eu: Sua avó é a Senhora Lily, a dona da floricultura?

Marina: É, sim… Como você sabe?

Dan: Você só pode estar brincando comigo! Minha mãe é uma seguidora dela!

Marina: Ah, é… Minha avó e essa coisa de dar conselhos para o mundo inteiro.

Depois de um tempo procurando, nós encontramos um vestido e fomos tomar sorvete. Como aquela cidade não era nem de longe grande, em alguns minutos mostramos todo o centro para Marina. Estávamos na praça quando um garoto alto, musculoso e moreno se aproximou de nós.

Marina: Eer, eu me esqueci de dizer a vocês sobre o meu primo, Hugo. Hugo, Daniel e Gabriela. Dan e Gá, Hugo.

Ela nos apresentou rapidamente. Então aquele pedaço de mau caminho era primo dela?

Hugo: Tudo bem com vocês?

Ele direcionou seu olhar a mim, embora a pergunta fosse para eu e Dan. E eu estava prestes a responder quando Dan se jogou em minha frente.

Dan: Estamos ótimos e você?

Hugo assentiu com um sorriso simpático.

Hugo: Eu encontrei aquele tom de rosa que faltava para terminar seu quadro.

Os olhos de Marina brilhavam, eu a olhei, confusa, sem entender nada.

Marina: Ah, é, também me esqueci de contar a vocês… Eu e Hugo adoramos pintar quadros. Um hobby, sabe?

Dan: Não acredito que vocês também pintam! Vocês precisam ir qualquer dia desses lá em casa para verem os meus quadros. Diz para eles, Gabes, não são um arraso?

Ok, aquela era boa. Desde quando Daniel pintava alguma coisa que não fossem minhas unhas?


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Capitulo 2 – Amiga nova 

Uma garota alta, cabelos longos e castanhos, meio desengonçada, bem distraída e tímida. Ela sentou-se atrás de mim. Dan logo fez amizade com ela, o que não era novidade, Dan fazia amizades muito rápido. Seu nome é Marina, ela e seus pais acabaram de se mudar , e ela ainda não estava habituada com a cidade nova. Marina era bem simpática, logo nos tornamos amigas.

As aulas passaram rápido, e logo eu estava indo pra casa com Dan e com nossa nova amiga Marina.

Dan: Gostando da nova escola Mamá?

Dan já havia dado um apelido a Marina, eu não gostei, mas ela fingia não se importar.

Marina: Estou amando, a nova escola, a nova cidade, e meu novos amigos.

Dan: Que fofa, que tal eu e a Gabes levarmos você para conhecer a cidade e fazer umas comprinhas?

Eu: Ótima ideia, eu to precisando fazer umas comprinhas. O que acha Marina?

Marina: Eu adoraria.

Dan: Fechado, então. Eu e a Gabes passamos pra te pegar as 4h. Até mais, Mamá.

Estávamos na porta da casa de Marina, era uma casa pequena e aconchegante. Marina parecia empolgada para o passeio.

Marina: Ok, vejo vocês as 4h.

Sorriu e entrou. Eu e Dan continuamos caminhando, conversando e rindo. Era impossível não rir perto de Dan. Chegamos rápido em casa, ele me deixou na porta e foi para sua casa. Eu estava bem animada para o passeio, por incrível que pareça. Fiz um macarrão instantâneo, minha mãe não tinha mais animo para cozinhar depois do divorcio, então eu tinha que me virar com o que tinha. Eu nunca soube cozinhar, então o macarrão instantâneo era minha única saída. Comi, tomei banho e fui me arrumar. Já estava quase na hora e eu ainda não tinha me arrumado, não sabia o que vestir, normalmente eu não estava me importando com meu visual. Dan sempre dizia que eu deveria me arrumar mais, para arranjar uns “gatinhos”. Coloquei uma calça jeans, um moletom e meu all star, e essa é minha “nova eu”. A campainha tocou, era Dan, peguei minha bolsa, passei um gloss e sai. 

 Dan: Menina que roupa é essa? Eu não vou sair com você com essa roupa, vamos lá dentro trocar.

Dan me puxou pelo braço e me levou até meu quarto. Dan revirou meu guarda-roupa, e tirou um vestido tomara que caia, bem florido que ele havia me obrigado a comprar nas férias.

Eu: Eu não vou vestir isso! 

(Continua…)


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Capitulo 1 - De volta a velha e chata rotina.

  Já era cedo e eu devia ir para o inferno, que, muito provavelmente, você conheça como “colégio”. Apesar de ter passado quase a noite inteira conversando com Dan, eu havia acordado bem disposta. E precisava estar, afinal, era o primeiro dia como a “nova eu”. Estava ansiosa para ver a reação das pessoas.

Daniel e eu havíamos passado o fim de semana inteiro no shopping. Eu precisava de um novo estilo, e meu Best Friend Forever adorava qualquer coisa que envolvesse compras.

Como era de costume, minha mãe já estava dentro de seu carro esperando por mim. Devo acrescentar que aquela era uma das únicas funções de mãe que ela ainda cumpria. Quero dizer, eu sei que a traição seguida de um divórcio não é fácil, mas ela decidiu que aquilo era impossível. Estou evitando ficar no mesmo ambiente que ela, depois do divorcio minha mãe mudou muito. Ela costumava ser a “mãe que todos queriam”, agora virou uma bruxa. É como se eu fosse culpada por tudo que está acontecendo.

No colégio, nada mudou, as mesmas garotinhas mimadas, os mesmos “boyzinhos”, a mesma chatice de sempre. Logo, encontrei Dan conversando com o grupo de dança, seus habituais amigos. Uma das garotas, Amanda, observou-me dos pés a cabeça. Eu sabia que, embora estivesse de uniforme, dava para notar a mudança em mim.

Eu: Oi!

Dan: Galera, essa é minha amiga, a Gabriela!

Eu pude perceber que as pessoas o olharam como se ele tivesse dito algo desconexo. E ele realmente havia dito. Afinal, eu conhecia aquelas pessoas há um bom tempo. Eu só não falava com elas… Mas isso é só um “porém”!

Amanda: Er, a gente sabe quem ela é.

Dan: Conhece nada! Vocês conheciam outra amiga minha… Essa Gabriela é outra, muito mais legal, aliás.

Eu lancei a ele um olhar mortal.

A galera pareceu assentir, ou então fingiram. Afinal, Daniel não era do tipo que falava coisa com coisa.

Amanda: Então, por que não a chamamos para a festa na sexta-feira?

Ela estava tentando ser simpática ou interesseira. Eu não sabia bem, não podia afirmar que era por causa da minha repaginação, eu nunca tinha trocado uma palavra com ela.

Dan explodiu em felicidade.

Dan: Eu acho uma ÓTIMA ideia!

Amanda: Você vai, Gabes?

Ela pareceu confortável ao usar um apelido ao invés do meu nome.

Dan: É claro que ela vai!

Respondi com um sorriso, tentando ser simpática. O sinal bateu, e fomos para a sala. Como de costume Dan sentou-se ao meu lado, ele era meu melhor amigo, ou talvez meu único amigo, eu não era nova na escola, mas também não era sociável. Amanda sentou-se atras de Dan, ela olhava para ele com um certo interesse, mesmo sabendo que Dan joga no outro time.

Dan: Sempre disse para você parar com aquela cafonice sem fim! Está vendo só, você já tem até uma festa para ir…

Dei risada, Dan e suas baboseiras. O professor entrou na sala, e logo atras uma garota…

(Continua…)


Posted 1 year ago with 4 notes

Prólogo: 

Algumas pessoas me perguntam por que eu mudei tanto…

Eu penso comigo mesma : já que os garotos me magoam sem a menor piedade, pra que trata-los bem? 

O nome dele era Henrique. Ele era alguns anos mais velho que eu, era o meu vizinho, até que se mudou para o sul. Ele me fez uma promessa, e eu nunca a esqueci, mas eu deveria saber que promessas que não podem ser cumpridas não existem. Tínhamos uma espécie de namoro virtual, e eu acreditava que aquilo poderia dar certo. Bem, não preciso dizer mais, estou certa? Costumo não ligar para o que as pessoas pensam sobre mim. Porque elas julgam sem saber por que passei. Já cansei de me apaixonar por pessoas que só me decepcionam. Eu me sinto uma idiota por acreditar em palavras vazias. Não é que meu coração tenha parado de amar, é só que eu não sei se ele pode suportar outra paixão. Depois de tantas decepções e magoas, me tornei uma pessoa fria.


Posted 1 year ago with 3 notes